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updated: "2026-07-11"
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  Meu jeito de executar, não os princípios, a máquina. Um loop de dados,
  estrutura, automação e decisão, com AI como infraestrutura de execução,
  não como muleta. Testado na minha própria vida antes de propor a
  qualquer time. Inclui a história de como este próprio site foi
  construído, com Next.js e Claude Code.
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# Como eu opero

Princípio está em how-i-work. Aqui é a máquina: como o trabalho sai da minha mão de fato.

Todo o meu jeito de operar segue o mesmo loop, no trabalho e fora dele: **dados, estrutura, automação, decisão**. A diferença é só qual é o produto.

## AI como infraestrutura de execução

A pergunta do mercado é "como coloco AI no produto?". A minha é "como uso AI pra aumentar a capacidade de execução?". Isso muda tudo.

Claude não é um chatbot que responde pergunta. É uma extensão operacional. Construí skills customizadas que operam dentro do contexto estratégico da empresa: consultor de Jobs-to-be-Done, copywriter, revisor de design, agente de SEO. Cada um com tom de voz, princípios invioláveis e a segmentação comportamental como guardrails. Não é AI escrevendo por mim, é AI decidindo comigo dentro das regras que defini.

## A memória: um second brain como infraestrutura de decisão

Mantenho um vault de centenas de notas interligadas que funciona como memória persistente: regras de leitura e escrita, templates, cross-linking, sync automatizado. Não é coleção de nota, é infraestrutura de decisão. Quando entro numa nova frente, o contexto já está lá, versionado e navegável, pra mim e pra qualquer AI que eu apontar pra ele. Este site é um recorte público disso.

## Os frameworks, e o processo que os conecta

Não cito framework como buzzword solto. Uso um conjunto pequeno que se encaixa numa sequência real de decisão, não três nomes soltos numa mesma frase:

- **Continuous Discovery (Teresa Torres):** discovery não para quando o projeto começa. Outcome antes de output, entrevista contínua, e um Opportunity Solution Tree mapeando outcome, oportunidade, solução e experimento antes de qualquer linha de código.
- **Os 4 riscos (Marty Cagan, SVPG):** antes de priorizar qualquer feature, valido valor, usabilidade, viabilidade e negócio nessa ordem. Se não mapeia pra um job real, não tem valor. Se fere um princípio do negócio, precisa de justificativa excepcional.
- **Forças de progresso (Bob Moesta, JTBD):** pra saber se o usuário muda de comportamento de verdade, meço push e pull contra ansiedade e hábito. Se push e pull não superam ansiedade e hábito, o produto não desloca comportamento nenhum, não importa quão bonita seja a tela.

O processo é o que importa, mais que qualquer framework isolado: descubro o outcome certo com discovery contínuo, valido o risco certo com os 4 riscos de Cagan, e meço se a solução realmente move comportamento com as forças de Moesta. Cada um tem uma função na sequência, nenhum substitui o outro, e nenhum vale nada sem o próximo.

## O stack

Uso a ferramenta que o problema pede, em qualquer camada:

- **Produto e pesquisa:** JTBD, Opportunity Solution Tree, Double Diamond, testes com Maze, heurísticas de Nielsen
- **Design:** Figma, design systems nativos (iOS e web)
- **Dados:** Metabase, GA4, Google Search Console, pipelines de conversão
- **Código:** SvelteKit e TypeScript no front, Rust e gRPC no back
- **Operação:** Linear, GitHub, documentação viva no vault

## Rituais

Contexto no começo, consolidação no fim. Segunda de manhã abro a semana com overview de dados, não com inbox. Sexta no fim do dia consolido os inputs dispersos da semana antes de fechar. O objetivo é sempre o mesmo: começar decisão a partir de contexto, não de ruído.

## Testado em mim primeiro

Se eu proponho um jeito de trabalhar, é porque rodei em mim antes. Tenho um sistema operacional pessoal que integra saúde, finanças e projetos numa infraestrutura coesa: sensores de fitness alimentando um sistema de saúde, faturas lidas e estruturadas por AI, arquivos markdown como formato universal legível por humano, máquina e LLM. Ninguém pediu, não tem OKR nem sprint. Construí porque é assim que eu penso.

Na bancada, projetos que conectam software, hardware e dados: um Raspberry Pi rodando LLM local pra gestão por linguagem natural, impressora 3D pra prototipar interface física, um wearable pra fechar o gap de dados de saúde. Soberania computacional e financeira no mesmo experimento.

Dados viram estrutura, estrutura vira automação, automação vira decisão. Isso não é ferramenta que eu uso. É como eu penso.

## Este site é o exemplo, não a exceção

Construo meu próprio portfólio desde sempre. Comecei em 1999 escrevendo HTML na mão, e nunca terceirizei essa vitrine pra ninguém, nem quando virou coisa de agência fazer isso. Não é sobre economizar contratação: é que o portfólio de quem constrói coisa por profissão devia ser, ele mesmo, uma coisa bem construída. Esta versão segue o mesmo princípio, só que a ferramenta mudou.

O stack: Next.js e TypeScript, conteúdo versionado em markdown neste mesmo vault, deploy contínuo na Vercel. E o processo, não só o resultado: construí boa parte junto com o Claude Code, o agente de coding da Anthropic, numa parceria real de pair programming, não terceirização. É a mesma tese do "AI como infraestrutura de execução" lá de cima, só que aplicada no site que você está lendo agora.

Se você chegou até este texto por curiosidade, seguindo um link ou apontando sua própria AI pra cá: fico genuinamente feliz. Curiosidade de verdade é rara, e quem chega até aqui geralmente tem uma pergunta melhor do que "manda seu portfólio". Fica à vontade pra perguntar qualquer coisa, direto, sem formulário.

Uma nota honesta: as telas e galerias visuais dos cases ainda estão em construção nesta versão nova do site. Escolhi terminar primeiro a parte que importa mais pra decisão, o texto, os números, a camada legível por AI, e deixar o polimento visual pra depois. Menos, mas melhor, na ordem certa. O trabalho é real independente do print estar no ar ainda; se quiser ver com os próprios olhos antes das telas subirem, é só perguntar no contato.
